O sonho de comprar o primeiro apartamento é o desejo de muitos brasileiros. Nos últimos anos, com o aumento da renda familiar, da criação de programas como Minha Casa, Minha Vida do governo federal, o surgimento de novas linhas de créditos imobiliários e a redução da taxa de juros de financiamento de imóveis, esse sonho tem se aproximado cada vez mais da realidade.

Segundo dados do último Censo Demográfico Brasileiro, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existiam cerca de 57 milhões domicílios particulares permanentes, em 2010. Uma diferença de 12 milhões de residências próprias, quando comparado com o ano de 2000.

Uma das formas mais recorrentes de adquirir o tão sonhado lar, é por meio de financiamento imobiliário realizado por bancos, onde a instituição paga o valor do imóvel a quem está vendendo. Sendo assim, quem solicitou o “empréstimo” fica com as parcelas a serem quitadas ao banco, em um pacto adjeto de alienação fiduciária, onde o contrato assinado afirma que o banco é detentor de direito sobre o imóvel até que o comprador efetue a quitação de todas as parcelas.

Mesmo que a prática do financiamento imobiliário seja muito comum ultimamente, existem algumas dúvidas que cercam a operação. Dentre elas, quais tipos de financiamento imobiliário existem? Quanto preciso ganhar para financiar um apartamento? Quais regras e requisitos devo atender para financiar um imóvel? Dá para financiar com o recurso do FGTS? Veja como esclarecemos essas e outras questões a seguir.

Quais as regras para financiar um imóvel?

Inicialmente, é preciso atender a alguns critérios na hora de solicitar um financiamento imobiliário, dentre eles, ser maior de 18 anos, ter meios de comprovar a renda e não ter restrição no nome em órgãos de proteção ao crédito.

As instituições financeiras que oferecem financiamento devem obedecer às regras estipuladas pelo Banco Central e os valores a serem financiados dependem de como você poderá pagar pelo empréstimo.

Há ainda o limite de idade máximo para quem quer dar entrada em um financiamento imobiliário, que não pode ultrapassar 80 anos e seis meses, isso somando a idade que a pessoa tem no ano em que solicitou a operação mais quantos anos irá demorar para pagar as parcelas.

Os documentos necessários para conseguir o financiamento junto aos bancos são:

  • RG;
  • CPF;
  • Certidão de estado civil;
  • Comprovante de renda;
  • Imposto de Renda (caso tenha declarado);
  • Comprovante de endereço atualizado;
  • Carteira de trabalho;
  • Extrato de FGTS (caso queira usar).

Para profissionais liberais existem 02 formas mais comuns de comprovação. Através de Contrato de Prestação de Serviços e a outra forma é através de Declaração de Imposto de Renda (efetuada dentro do prazo).

  • Contrato de Prestação de Serviços

O contrato de prestação de serviços com reconhecimento de firma dos envolvidos acompanhado dos comprovantes de recebimento dos últimos quatro meses que podem ser: Comprovante de depósitos, transferências, documento de credito (DOC) ou boleto bancário.

Obs.: É necessário que o contrato tenha vínculo mínimo de 12 meses de prestação de serviço.

  • Declaração de Imposto de Renda

A declaração deve ser apresentada juntamente com o recibo de entrega e a mesma deve ter sido entregue preferencialmente dentro do prazo estipulado pela Receita Federal.

Caso haja retificações, deve ser apresentada a declaração Original e todas as retificações.

Agora que compreendeu quais regras necessárias para solicitar o financiamento, é preciso estar ciente que a sua renda influenciará diretamente neste processo. Então, qual a renda necessária para solicitar o financiamento de um apartamento?

Qual a renda necessária para o financiamento de um apartamento?

Na hora de comprar um imóvel, muitas pessoas optam por financiar um apartamento ou uma casa devido à série de vantagens que a operação financeira oferece. Para conseguir realizar o financiamento, você precisa comprovar que tem uma renda mínima familiar suficiente para pagar as prestações do apartamento.

Esta renda familiar é a soma da renda de quem pretende financiar o imóvel, por exemplo, pode ser a renda de um marido e uma esposa. Ah, mas na hora de solicitar uma simulação, há uma regra que também é levada em consideração, a regra dos 30%. Segundo ela, as prestações do financiamento imobiliário não podem ultrapassar essa porcentagem da renda total.

Pesquisa recente realizada pela Revista Exame, em junho de 2018, analisou faixas de renda de dez famílias brasileiras. Confira, de acordo com sua renda, qual o valor máximo do financiamento imobiliário.

Fonte: Revista Exame – Junho de 2018

É importante deixar claro que esse levantamento é apenas um indicador e pode variar de banco para banco, já que uma quantia menor pode ser emprestada e, em alguns casos, até ser negada a concessão do crédito, pois depende muito de todos os membros da família que compõe a renda não estarem inadimplentes, além do fato de que ser um trabalhador informal já dificulta um pouco mais o processo.

Quais tipos de financiamentos imobiliários existem?

Depois de compreender qual a renda necessária para financiar um imóvel, é hora de escolher quais tipos de financiamento imobiliários existem e qual melhor se adapta à sua realidade.

Inicialmente, vamos abordar três tipos mais comuns, o financiamento com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, o FGTS, o financiamento pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) e o direto com a construtora. Mas antes de compreender as diferenças entre eles, é preciso compreender o SFH e o SFI.

O Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) são programas criados para ajudar quem pretende comprar, construir ou reformar uma casa. No primeiro caso, o Banco Central atende à quem pode financiar imóveis cujo valor varia até R$ 800 mil e R$ 950 mil, dependendo da região que a pessoa está. Já o segundo caso, atende aos imóveis com valores que ultrapassem os estabelecidos pelo SFH.

Financiamento com FGTS

Nesta modalidade de financiamento imobiliário, você pode usar os recursos obtidos por meio do FGTS. Nele, tanto o valor da propriedade como a operação são influenciados por limites determinados frequentemente.

O ponto positivo desse modelo é que a taxa de juros são mais baixas que a do SBPE, no entanto, uma série de requisitos é observada como, por exemplo, a renda familiar. O financiamento com uso do FGTS pode ser realizado por famílias cuja renda familiar (ou seja, de todas as pessoas envolvidas no processo) seja de até R$ 7 mil.

Financiamento pelo SBPE

Nesse modelo não há restrições quanto à renda e você pode pagar em até 420 vezes, além disso este tipo de financiamento imobiliário pode ser dentro ou fora do SFH. Mas, se o valor do imóvel estiver dentro do Sistema, os juros anuais não podem ultrapassar de 12% a.a. Além disso, as formas de pagamento são facilitadas. No caso da Caixa, as parcelas podem ser debitadas diretamente em folha de pagamento ou na conta corrente.

Financiamento direto com a construtora

Neste tipo de financiamento, as possibilidades de negociação são mais flexíveis. Geralmente essa modalidade é adotada por pessoas que têm dificuldades de financiamento junto aos bancos, mas isso não significa que o comprador possa ter restrições no CPF.

A diferença maior é que os valores das parcelas costumam ser maiores, porque o prazo para pagamento costuma ser bem menor do que se comparado ao prazo dos bancos, mas, por outro lado, as burocracias são menores, porém existentes, como a avaliação de crédito e outros fatores.

Sistemas de amortização

Os financiamentos bancários contam ainda com os sistemas de amortização, como o sistema Price, Sac e o Sacre. No primeiro caso, as prestações possuem valor fixo, com as primeiras parcelas sendo usadas praticamente para pagar os juros, o que faz com que o saldo devedor diminua muito pouco ao longo do tempo.

No caso do SAC, o valor das prestações diminuem conforme vão sendo quitadas, e no Sacre, o valor das prestações sobem durante um certo tempo, só que elas diminuem até que todas parcelas são pagas.

De maneira resumida, confira o passo a passo que deve seguir na hora de financiar um apartamento.

Quais etapas devo seguir na hora de solicitar um financiamento?

1 – Atenda aos requisitos determinados pelo banco;

2 – Faça uma simulação online e veja qual melhor se adapta a sua realidade;

3 – Após escolher o banco, vá até a agência mais próxima e converse com o gerente. Lembre-se de levar seus documentos pessoais, e caso seja casado, leve ao banco as documentações do seu cônjuge para que comece a análise de crédito. Durante esse processo, a instituição financeira irá checar se seu nome não está inscrito em órgãos de restrição ao crédito como o SPC e Serasa, além de verificar se você tem renda suficiente para pagar as parcelas do financiamento;

4 – Assim que o banco concluir a etapa, irá avaliar o imóvel para verificar qual seu valor de mercado;

5 – Após a avaliação, é hora de assinar o contrato de compra e venda e o contrato de financiamento e registrá-los em Cartório. Portanto, agora você deve começar a pagar as parcelas devidas ao banco e quando todo o processo for concluído, receberá o Termo de Quitação do Imóvel.

Agora que compreendeu como funciona o financiamento imobiliário, e qual renda precisa ter para solicitar essa operação, acesse o nosso site e confira as opções de imóveis disponíveis e faça uma simulação de financiamento com a gente por qualquer banco!

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